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A mulher de quarenta e cinco anos

Eu gosto de apreciar as mulheres de quarenta e cinco anos,
nos mínimos detalhes.
Pelos binóculos da minha alma;
Mais o misticismo de ser homem,
Que vê mistérios no incenso raro
E na solidão das catedrais!

Pois que, a mulher de quarenta e cinco anos,
É um terço de meninice,
Outro tempo de namorada,
Mais um pedaço de fruta madura;
Inda, a mulher de cinquenta anos que vai chegar.
Abrindo outro ciclo esplendoroso, do complemento geral,
Que faz a mulher, a dama de honra mais bela,
Dos jardins de Deus.

Nos traços destas mulheres,
( As de quarenta e cinco anos ),
Existe um travo de desconfiança,
Amores que se resolverão,
Despertamento de esperanças,
Uma vontade de se dar,
A santidade purificada,
Muitos delírios ( Delirantes ),
Por um fulgurante amor!

"Pelas vivências infantis, as danças de roda,
Rodando os seus modos de dançar!
"Dos tempos de namorada, a languidez dos sonhos
E uma preocupação que turva os olhos,
Quando o olhar se torna amante!

Dos quarenta e cinco prá diante, ( já é licor! ).
A mulher licorosa,
Quer apurado paladar,
Para se deixar degustar:

Por um cavalheiro audaz, mas caprichoso!
Que conhece as idades,
As pontes e os atalhos,

Para conduzir um grande amor!




                         "Fica acordado, que toda mulher,
                         Tem o dever, e o sagrado direito,
                       de descontar 20% dos anos vividos,
                   Quando bem cuidada ou está apaixonada!"
                          ( Código amoroso Napolitano )
                                   - Século XIV -





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 05/04/2008
Alterado em 01/02/2015


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