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Um sonho



A gente sabe
Que tudo passa
Tudo tem que passar
É da vida ir embora
É da água ser rio
E procurar a nascente
É da terra ser terra
Pra depois ser flor

Não sei de filosofias
De mistérios e santidades
Tudo é fugaz a meus pés
Minhas mãos carregam esperanças
A cabeça, devaneios

Tudo aconteceu em mim
Manhãs ensolaradas
Noites de enxovias
Como um veio de águas claras
Eu ia e vinha
Da incerteza dos mares

Guardo um sonho
Célula de algum antepassado
Que carregava versos encantados
E derramava na estrada

E vai me mostrando
Uma fé perene
De encontrar imortalidade
Pelo caminho afora.



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 23/01/2019


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