macacos e colibris

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Confissões à vida



Que eu não sinta vergonha de te olhar nos olhos, vida.
Que eu não tenha vergonha de mim!
Por ser rude, e não compreender o recado dos homens,
que eu não ouça o clamor dos que exigem de mim,
o que eu não tenho pra dar.

Que eu seja livre para dizer sim e não,
e ter a liberdade como um guia,
a esperança como mensageira,
a paz como virtude.

Que eu caminhe como o vento,
sem medo e sem cólera.
E que a mágoa desfaleça,
ao meu sorriso.

Que eu não sinta receio da criança que fui,
nem do velho que um dia serei.
Que eu conviva com a virtude e o pecado,
como metades de mim.

Que eu anuncie a sagração da terra,
em tudo que respira, movimenta e sonha.
Que eu seja como uma flor generosa,
brotando feliz em qualquer lugar.









Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 30/10/2017
Alterado em 30/10/2017


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