macacos e colibris

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Da anunciaçao


Ainda assim, o amor virá
Para compreender os homens
E completar a sagração da terra

Virá como uma estrela ou uma explosão
Será como o menino que nasceu da lágrima
Ou lágrima que surgiu de uma canção

Há de ser verso, ou de ter gritos
Estrofes infinitas para se declamar
Onde o sol nasce e a lua se põe

Virá urgente na noite inesperada
Quando o olhar já está prenhe de escuridão
E a boca faminta se perdeu dos beijos
No desencanto da dor

Há de realinhar os dias de inverno
E dar o ponto certo de nascer a flor

Virá como ave faminta, para dilacerar
Os olhares impudicos dos pecadores
E não deixar procriar os maus, entre as alcovas

Sem se anunciar este amor será simples
Como a neve que se esvai com o verão
As chuvas, anunciando a florada da primavera
O olhar dos pássaros que te espiam
Com a colheita do trigo entre as mãos




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 05/01/2016


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