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Poeminha



Dedico este poeminha
A uma mulher bem simples
Nascida nos cafundós do judas
Nos arredores das noites sem fim

Menina, fugiu com o cigano
Depois, se amigou com o toureiro
Mulher de centena de homens
E muito pouca plateia

Que um dia era Madalena
Outro, fugaz Odalisca
E dançava uma dança graciosa
Pra beijar os pés do Sultão

Louvado seja esta prostituta
Mãe santa e misericordiosa
Deu dois filhos para a guerra
Outra, para ser chamada Rosa

Toda mulher merece um poema
Pois, toda mulher é tecida de lágrimas
Deve ser cultivada com risos
E muitas celebrações .




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 05/05/2015


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