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Mulheres cheias de sol


Preciso escrever um poema,
Todavia, não tenho palavras.
O sono vem atormentar meus olhos,
A preguiça não me deixa traduzir,
A linguagem que um "ente" me diz,
Às nove horas e trinta minutos
Desta manhã de sol.

As moças estão indo para a praia,
Com seus corpos sedentos de sol.
Meus olhos então, ficaram acordados.
Queriam dominá-las, seduzi-las,
Em um balé tropical.
( Agora estão cansados para um poema )
Pobre dos olhos que amam demais !

Confesso um medo:
O maior deles, é não poder alçar voo
Nos braços de uma mulher de ancas fartas.
( Pode ser bobagem a fartura )
Depois dos quarenta muita fartura pode ser desperdício .

Ancas mais ou menos caem bem,
( Desde que tremam de prazer )

Até mesmo umas "anquinhas" , magrinhas e mal comportadas,
Dá para bater de frente, com alegria .

Tenho medo de não saber escrever poemas,
De olhos e pernas, de mulheres cheias de sol .



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 05/01/2015
Alterado em 12/02/2015


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