macacos e colibris

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Sei pouco sobre o que existe
No porto, final da estrada
Bolhas e ventos se enfrentarão
Pela unanimidade dos átomos

Não sei se a unidade
(Que me anima)
Permanecerá para a gloria minha
E a animosidade dos deuses

Me abraço nos escritos antigos
Dos velhos anacoretas
Que se debruçam, silenciosos
Na suavidade dos mosteiros

Amanhã é primavera
Os bosques se enfeitarão
De flores e de pássaros
Para a ressurreição

A alma do mundo, creio
Não se esgotará em mim
Tudo canta e tudo vibra
Uma sinfonia sem fim

Espero que a vida me poupe
Do não viver, do não existir
Premio único que gostaria
De carregar pela eternidade



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 17/11/2014


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