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Declaração de amor

Amada,
Difícil é prometer eterno amor quando tudo é passageiro
- E tudo é pó depois que dura -
E tudo é seco e vão pesar, depois que a vida foge
Sem os adeuses das nossas mãos, cumuladas de paixão.

Nada nos impedirá agora,
Nada, neste momento de eternidade
Enquanto o sangue faz latejar meu peito                                      
E pulsa meu ofegante coração,
Que em vida explode
No teu corpo que é explosão

Deixa, ai, deixa que eu recite o canto
Da primeira chuva de setembro
E te deite entre as primeiras flores da primavera.
Entre os jardins floresceremos como a macieira
Te darei seiva, me cobrirás de frutos.

Ai, amada
Eu te declaro tudo pela imensidão que sentimos agora
Pela gratidão do teu colo que envolve o meu
Como festa, como terra, como fonte em que nos banhamos
De amor .



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 18/10/2014
Alterado em 05/11/2014


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