macacos e colibris

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Mãos

       Eis as minhas mãos
       Tão nuas
       E dilaceradas de ilusões
       São tuas

       Não tenho a quem oferecer
       Ninguem as quer
       São as mãos tão calejadas
       De uma mulher

       Que se deu demais
       Que perdeu a paz
       Por acreditar
       Que fôsse capaz

       De domar o amor
       Ser espinho e flôr
       Criar alegria
       Na dor

       Toma as minhas mãos
       Perdoa
       Estas mãos desfiguradas
       Tão boas

       Que te amaram tanto
       Te afagaram tanto
       E que escondem o encanto
       Do amor de mulher .



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 04/04/2007
Alterado em 04/12/2007


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