macacos e colibris

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Versos Soltos


Não há nada de concreto
Nesse seu concretismo
Bocas pensam palavras
Nada mais que valha a pena

A ilusão do verso move
O que movido não foi
O espetáculo da ilusão
Me apavora

O batom da sua boca
Intimida meus beijos
E há sujeira de urucum
Nos lençois

Gosto de seda e cambraia
Tudo que meu espirito
Devora vorazmente
Meu riso de consumo

Há ácaros
Nas suas unhas postiças
Herdei alergias
Epidemiológicas

Não deves mentir
A mentira é abominável
Na boca de quem não tem
Talento para enganar

Não fumes com a minha boca
Estes charutos imorais
Não me beijes nesta noite
Tenho salivas fatais

Se me aceitares
Em um soneto
Dançaremos valsa antiga
Do tempo dos nossos pais .





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 01/03/2013
Alterado em 05/03/2013
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