macacos e colibris

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Silêncio,
Vê como murcharam os olhos, e o sorriso fugiu das bocas!
Alí o mal cravou seus dentes de aço, suas patas, e penetrou nas entranhas dos homens, e das entranhas dos homens o cheiro ruim. A podridão contamina o ar e sufoca as flores da terra!

Há uma testemunha no bosque que sabe dos horizontes, dos limites do bem e do mal. Há uma testemunha no bosque que separa os galhos secos com as suas mãos justas, e seu juízo fixo no horizonte procurando um sinal de Deus.

Não haverá misericórdia. O tempo não é de misericórdia nem perdão!
As pombas virão tingidas de sangue. O tempo da tolerancia se foi, é preciso a guerra, para achar o caminho da paz!

Os hipócritas, os piedosos, os assassinos passivos, destruiram o que havia de melhor nos homens, e os homens precisam reencontrar o seu melhor!

Olhos abertos, mãos calejadas, estão atentas e preparam um breve juízo final.
"Quando o mal sufocar a terra dos homens, o senhor virá com seu exército, realinhar o mundo, dizem os sagrados livros de sabedoria antiga!"

No segredo do bosque, o enviado espera que o mal tropece, o piedoso adormeça, o hipócrita vista a sua fantasia.

Arderão fogueiras nesta noite!




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 03/02/2013


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