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Tardes claras de Abril


O tempo passou num soluço
A vida é sincera, ou não fomos
Sinceros com a vida?
Os nossos sonhos feneceram
Como os trigais no vale
Sem as bençãos da chuva
Ou os afagos do sol

Passou a doce menina esperança
A velha senhora saudade
As mãos vazias ficaram
A esperar de nós um aceno

Ah! Se ao menos pudessemos nos despedir
Com os olhos abertos, com os olhos sinceros
Encharcados de afetos, inundados de lágrimas
Irreversíveis como o perdão

Teria valido a pena nós dois,
As primeiras tardes de abril,
E nas tardes claras de abril
Esperar a primeira estrela brilhar.



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 04/11/2011
Alterado em 04/11/2011


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