macacos e colibris

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Erótica e Sentimental
Não tinha mais como viver! Abandonado, ultimo na vida, se
retirou para a casinha dos fundos, e levou o bujão de gaz.
Fechou a porta, tampou todas as frestas e deitou-se para as
considerações finais sobre a existencia, e deixou cair vagamente as palpebras para cismar.

Inconsolata, da janela, curtindo da solidão a dor, via tudo
suspeito e pulou o muro. Encontrou Inconsolato na horizontal, de barriga para os céus e olhos semi-cerrados.
O cenário pronto para a despedida a fez pensar:
"Antes que a terra coma, como eu. Comerei a carne e beberei
o caldo!"

Soltou a longa cabeleira e deixou-a cair sobre o rosto de Desconsolato, esfregou no nariz, enfiou-lhe uma madeixa dentro da boca, cutucou o "nojento" com os dedos longos, e suspirou ardente.
Acariciou aquele rosto, segurou a tromba que se oferecia e partiu para o ataque: A cavalgada, o upa-upa, o pula-pula, o rococó, e tudo  aquilo que sabia e inventava.
Galopou, galopou aquele corcel querendo aproveitar tudo.

Viva a vida! Viva Tudo! Viva o saco cabeludo!!!

Derrepente a calmaria, e Consolata se lembra de outras armas de artilharia.
Pula o muro, entra em sua casa e volta com um consolo duplo: O Sexualbí.
É um pra lá e um prá cá, combinaram com um doce olhar de cetim.

Recomeçaram a furrupa. Consolatto gemia nos braços de Consolatta.

Entra pela direita, foge pela esquerda, avança de trivela e vai tricotando no meio das pernas de Consollato, e no meio das pernas de Consolatto, vibra Consollata.

De um sopro de querubins, um proverbio dos antigos hindus:
"Se uma grande dor acumular no seu coração, procure ser consolado"

Apanhou o bujão de gáz e foi fazer um belo banquete para o novo amor, Consolatta:

"Pastel de nuvens com molho de alecrim e menta"
"Delicados seios de vênus, recobertos de chocolate e pêssegos".
"Suspiros de virgens, alavandados".
"Arco de cupido servido ao môlho branco".

Tocou fulgurante valsa no violino esquecido!

Era uma noite de MCM89, e a lua estava tão cheia, que o mar
denso de tesão, veio coxear as pedras do barrão, e se masturbar no penedo.

A noite adormeceu feliz, com um doce sorriso de amanhecer.



            




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 28/11/2006
Alterado em 24/08/2007


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