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Outono




O outono já chegou na natureza morta
Nas flores sem poesia, com perfume tumular
Exalando tristeza, até voce voltar

Nas tardes, não tem a canção que precede o dia
Nem o crepúsculo que antecede a noite
Não tem a alegria, ficou a nostalgia
Até lhe encontrar

E pegar em suas mãos
Seguir seu caminhar
Beijar a sua boca
Sentir seu suspirar

Ah! Mas de que jeito se o destino é imperfeito
Levou voce na brisa, na noite de uma primavera
Ficando eu na espera, de um dia ao regressar
Sentir em minhas mãos, o muito do perdão

Ah! Mas é outono e o vento chora
Retalhos de ilusão, ausência, solidão
A dor inacabada de sempre lhe sonhar


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 16/07/2010


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