macacos e colibris

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A vida

A vida passou derrepente
E foi levando os meus brinquedos
Na curva do rio levantou um muro
Escondendo os meus segredos

Devastou o bosque onde luziam
As imaculadas margaridas
E foi cuspindo sangue e lágrimas
Abrindo-me em feridas

Então adormeceram os sonhos
Que eu quís sonhar em demasia
E transformou em pobre pantomima
Pequenos momentos de alegria

Engraçado quando me dei conta
Da semelhança entre noites e dias
Escorrendo-se entre  meus dedos
Em horas fugidias

Pensei que fosse eternamente jovem
E não me levasse os belos anos
Pobre de mim que acreditei em tí
Velha senhora, mãe dos desenganos!


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 26/05/2009
Alterado em 02/06/2009


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