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Marias



Foram tantas as Marias na minha vida,
que eu só consigo lembrar algumas.
Mesmo assim, tantas!

Há uma que é cheia de graça: Me lembro todo dia!
Há outra feitinha de amor: Inesquecível!

As outras acontecem na memória, nas cirandas do tempo;
Nas canções ouvidas e que o tempo não conseguiu apagar.

E mesmo assim, estas Marias que são muitas, engasgam!
Apertam o coração até sufocar e fazer os olhos despejarem lágrimas!

Alguma coisa me leva a acreditar, que as Marias são feitas,
de muitas tristezas acumuladas no coração,
que não sabe lidar com estas tristezas;
Me diz também, da alegria de ter gostado tanto das Marias,
e que lembrar, é só felicidade de lembrar!

Pelo sim, pelo não, meu coração peninsular tem o encanto das
lágrimas;
E o choro é uma virtude dos fortes. De espírito simples e vida
generosa!

"A lágrima é um diamante que fumega no coração, e depois é
expelido pelos olhos, para embelezar a alma!".

Sempre ví as mulheres, feitas de fitas e rodopios.
Violinos e máscaras!
Em névoas tênues, para não encabular os olhos!

Ah! Mas houve uma Maria, cheia de risos e de pezares;
De cuidados e caprichos - que me deu a claridão!

Esta, nem os violinos, nem as minhas lágrimas,
Misturando as flores da terra;

Definirão!!!


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 01/04/2008
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