macacos e colibris

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Rosa antiga
       Ó rosa antiga!
       Dispersando no vento da agonia
       De onde surgiu aquele amor
       Que foi meu por um dia?

       E que se foi como mímica
       Na tarde misteriosa
       Pulando solta no vento
       Na viração luminosa?

       Eu venho de muito longe
       Dos arredores da mágoa
       Entorpecido de dores
       Vida tecida de água

       Envolto numa miragem
       Em mil paisagens de enganos
       Plantando a flor vaporosa
       Colhendo só desenganos

       Ó rosa antiga!
       Existe ainda o jardim?
       Algum poema que eu cante,
       Que traga ela prá mim?


  
Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 01/10/2007
Alterado em 03/11/2007
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