macacos e colibris

Crônicas  Textos  Entrevistas

Textos

Amanhã





Amanhã


O tempo passa, a vida foge
Amanhã é domingo
Amanhã é dezembro
Amanhã é o ano de
Dois mil e sessenta e nove

Amanhã minhas pernas não conseguirão
Escalar as montanhas, as cumeeiras do mundo
Não poderei fugir dos assaltantes
Da rua sete de setembro
Nem remover o lixo da praça do relógio

Terei mãos ressequidas até para o sinal da cruz!

Amanhã, palácios brilharão nas cidades
Para iluminar os mendigos nas calçadas
Para que servem os palácios?

Neste amanhã,
Feministas andarão nuas pelas ruas
Procurando um homem
Para copular

Amanha é um dia, depois de outro dia
Que não teve um ontem feliz!

Amanhã é o dia de fugir para marte
Em uma carruagem de fogo!














Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 23/05/2019
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras