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Poema cheio de sol



Quero um poema que não seja angustiado
Não me fale de árvores velhas e jardins desbotados
Nem me lembre soldados indo para a guerra
Ou me mostre homens mortos, bocas famintas
E velas em funeral

Quero um poema claro, cheio de sol
De águas limpas, brincando no arco íris
De peixes coloridos, de animais
Se divertindo na neve

Quero um poema feito de mãos
De mãos solenes, levando a alegria
Mãos que tocam sinos, acariciam o órgão da igreja
E façam um catedral completa de musica

Um poema que se declame
Na canção da estrela guia
Na agua que borbulha na praia
Entre o riso das crianças

Um poema feito de homens livres
E mulheres compromissadas com a vida
Caminhando leves, simples, delicadas
Carregando a colheita no avental .






Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 15/12/2017
Alterado em 15/12/2017
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