macacos e colibris

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Sem assunto 2




Sei do momento em que nasce um anjo
E morre uma estrela na constelação
Sei do gosto de fel que há na boca do sicário
O pulsar da veia de quem vai dizer adeus
O despir-se da vida sem nenhum apego.

Sei de mim e não sei de ti, magoa
Que corrói a veia e os intestinos
Que corrompe e instala a náusea
Mas não sei de mim quando será

Que virá a paz do mundo, que virá
Me assoprar por dentro até passar
O que não passa, o que não passou
Longe de mim, e que não passou

O que surgiu da noite, noite imensa
O que esconde a mão dentro da atadura
O que mapeia o peito, o que é juiz
O que é sentença e não é juiz

O que viu um anjo por uma fresta
O que roubou a pérola da libertina
O que enlouqueceu pela noite densa
O que viu a morte e não quis morrer





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 09/11/2017
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