macacos e colibris

Crônicas  Textos  Entrevistas

Textos

Despudorado




Quero um verso meu nas tuas coxas
Cor de néctar, cor de ambrosia
Um verso ímpio, pagão
Gotejado no lugar aveludado do teu corpo,
Despudorado e ateu

Um verso dolorido
Surpreendente, feito de anjos decaídos
Como avenidas, sufocando outra avenida
De sacrilégios e princesas mortas

Um verso despedaçado
Feito de carne e nenhuma compostura
De vinhos, cheiros, litanias
Reunindo os meus e os teus pecados

Um verso de amor
Que esmague o teu corpo ao corpo meu
Cheio de vida, morte e vida
Até minha alma derreter na tua





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 16/10/2017
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras