macacos e colibris

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Meu espelho




É no outro que eu vejo,
a amargura que eu devo evitar
a alegria que preciso conquistar
o tédio que é sempre
uma má companhia

o desespero de não ser amado
a ambição descontrolada
o meu retrato quando velho
meus ossos quebrados
versos jogados fora
o vazio espiritual
o iludir-se a si mesmo
o espanto e a desconfiança
meus estopins

a vontade de afagar os pelos
a ânsia de assanhar o ventre
a alegria de fustigar as ancas
cobrir de zelo.

O meu espelho
é o meu semelhante







Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 14/07/2017
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