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Da dança




Agora sou viagem, sou bússola, sou mar.
Escapei de mim, afoguei meus pesadelos.
Danço uma musica, danço para estar em mim,
e habitar o espaço dos meus sonhos.

Escapei pelos subterrâneos que diziam:
Te escravizei com as minhas ilusões. Pelas suas ilusões , te comprei e vendi, nos mercados, nas praças, ao sabor dos homens e das coisas.

Na esperança de um amor, fui cantar o amor. Um amor que me ajudasse a atravessar a penumbra, e chegar à casa onde mora a felicidade.

Aprendi a dança.
Dançar com o coração é um momento na eternidade !

Evoquei Orfeu, para com fulgurantes passos inebriar a dança.
Ensaiei os passos para um espetáculo imenso: A dança da liberdade. Mas não havia homens livres e a musica foi se esconder nos abismos da alma.

Estou livre, mas fiquei só.
Não existe liberdade na solidão.
Preciso de outros passos para compassar os meus.

A alegria não acompanha o dançarino solitário !





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 06/04/2017
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