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Tenho contas a ajustar com o universo. Para isso, preciso aprender um pouco mais sobre a humildade e a tolerância, frente a arrogância dos homens, e a minha delinquência espiritual.

A minha consciência esta pesada, o meu corpo materializado na terra, pareço feito de chumbo.

Tenho sido bastante omisso com as mulheres. deveria dedicar um pouco mais das minhas virtudes, para faze-las mais felizes. Andam tão desabitadas e sem graça, coitadas!
Nunca vi tanta mulher ausente, tanto olhar embaçado. deveriam, para o bem da terra, mostrar um pouco de humildade.

Querem parecer criaturas olímpicas, deusas acima de qualquer virtude. Todas querem passarelas. Deveriam aprender que a vida oferece uma grande avenida, e que caminhar com suavidade, é estar completa de graça.

Outras, querem ser atrizes. Deveriam perceber, que por trás de toda atriz, há muitas atrizes atrozes. Isso, deixa assustado e em fuga, homens simples como eu.

Enfim, não devo me tornar desagradável. É horrível inspirar desprezo. Não ser visto com simpatia, seria como caminhar solitário no fim do mundo.

A morte não me assusta. será bem vinda se for rápida!

Inda outra coisa me deixa angustiado, nas "últimas". Tenho medo de ficar feio!



* Quando minha avó Italiana estava doente, e acreditava que ia morrer, me falava em tom dramático, próprio das Itálicas: Giusepe, um pouco de vinho, estou nas "últimas".



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 28/12/2016
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