macacos e colibris

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Imaginar



Não me vejo como um verso imortal
Alma, átomo, coisa sem fim
Existo e não existo a cada hora
Sou uma pedra fora de lugar

Os rios da minha vida
Transbordam a cada estação
Vou me perdendo entre montanhas
Até morrer no mar

Acredito ser imagem
A montanha imaginando um pássaro
O céu testemunhando abelhas
O olhar que nunca aconteceu

Como galho seco, folha morta
No meio da floresta em flor
Imagino a vida, imagino a morte
Imagino a solidão de te perder




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 21/12/2016
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