macacos e colibris

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Tudo em vão.
Vã é a vida. Os sonhos,
acontecem fora de hora.
Portas que abrem se fecham
Amores eternos, que bobagem.
Ai de mim e ai do amor
Que chegou na hora de partir.

Pobre de ti, pobre de mim,
Pois tudo é vão.
Seu beijo é vã anatomia.
Meus braços, em vão querem
A eternidade do seu corpo,
Que se afastou de mim
E se esqueceu de ti.
Pobre do amor que se afastou descrente,
Pobre de mim, deserto e nu.

Esta noite, a angustia virá bater na porta
( Sempre, esta maldita vem incomodar )
O inconformismo da memória,
A lassidão do espirito,
O navegante sem destino,
A banalidade do existir.

E esta poesia prostituta,
Embaraçada nos arranha céus
Geme, delira, se exaure.
Pobre canção da noite escura,
De uma estrela pálida,
Dos charcos, das enxovias.

O cais já se perdeu do mar,
No mar que se afogou em mim.





Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 11/10/2016
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