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Quando saíres da minha vida


Quando saíres da minha vida, saia devagarinho, e não deixe que eu saiba que estás saindo.
Sair da vida de quem ama, sem que ele perceba, é uma arte cultivada na sabedoria da mulher.

Que tenhas guardado na lembrança, os dias que te dei, os sonhos que me destes, nas noites desoladas da vida.
Que eu nunca me arrependa daquilo que te dei, e que eu nunca esqueça o amor doado.

Tenhas sempre a cabeça erguida, e o olhar firme nos meus olhos. Que eu nunca duvide das tuas boas intenções: Que estás saindo pelo bem de nós dois.

Não permitas que eu sofra o desdém e o abandono, o receio e a cólera.
Que a tua ausência seja confessada, com alguns beijos, apenas.

Permita que eu caminhe livre, entre mulheres desconhecidas. Olhares misteriosos dão sinais que estimulam o coração.
Permita que ao saíres de mim, eu saia de ti, num distanciamento cordial.

Até que eu me encante com um novo amor.




Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 04/07/2016
Alterado em 26/07/2018
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