macacos e colibris

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Bolas de Gude



Vou devagar
A estrada é cheia de espinhos
Vou devagar
Tateando os caminhos

A negritude do olhar
Me revela passagens estranhas
Bolas de gude e um baile
De figuras medonhas

Pobre do amor
Que caiu da vitrina
E sem destino hoje vai,
Vai dobrando a esquina

Meus belos anos, ingênuos
Despencaram no abismo
Tinha um poeta e um verso
Coração em lirismo

Guardo a lembrança de um tempo
E uma flor na lapela
Quando o amor me sorria
E abria a janela







Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 29/06/2015
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