macacos e colibris

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Não me negue, vida
Um outro sonho bem simples
Vê que tenho os olhos úmidos
E mãos calejadas de perdão?

Hoje, ontem, sempre
Estivemos juntos pelo bom combate,
Pela paz discreta, humilde
Que anseia o coração do homem

Peço pela ingenuidade do trigo
Que se deixa ceifar
Pela inocência do gado
Que se deixa montar
Pelo frescor da manhã
Que anuncia outra tarde chegar

Que eu te abrace  
Com a elegância de um lírio
O canto das águas,
A esperança do justo

Juntos, arrancaremos
Da terra generosa
Versos lapidados
Diamantes e flores



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 06/12/2014
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