macacos e colibris

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Silhuetas


São silhuetas apenas
Brincando de oferendas
Entre a luz e os lençóis
Num ritual de imaginação

Imagem de um amor perdido
Decomposto em um templo vazio
Onde dois corações tardios
Perderam a claridade dos vitrais

Não há mais nada
Que possamos fazer aqui
O amor é uma criatura rebelde
Que fugiu dos nossos braços
Desde ontem

Amanhã, espero
Que um pássaro me acorde
O cão amigo faça algum ruído
Um cavalo veloz me sirva de montaria
Até nunca mais


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 12/07/2013
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