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O decifrador de sonhos



Sou o homem, navegante sem bússola
O ocaso, às vezes me instiga a acreditar
Que existe um túnel entre a esperança e o infinito.
Meu túnel, abre e fecha as portas, e de súbito
Estou sempre no mesmo lugar

O hoje é o meu espetáculo!
Atores estão ansiosos no palco, como se o teatro fosse incendiar
Gritos histéricos, bocas abertas, caras descobertas de afetos
Olhares cumulados, na esperança do aplauso

A chama que me habita é débil
E naufraga frente à furia da matéria
Até onde levaremos o duelo, não consigo imaginar
Mas sempre sobra alguma coisa que me possa iluminar

Ainda agora, tenho as mãos trêmulas, a cabeça baixa
O vazio me alcança
Não consigo assoviar aquela dança, que acerta meus passos
Sou uma pergunta aguardando uma resposta
Não aprendí ainda, a decifrar meus sonhos



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 17/03/2012
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