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Chove lá fora
E enquanto tudo chove, a minha alma em chuvas
Destila o tédio, as longínquas amarguras
Pela malvada esperança, minha estrela fugidia

Quando tudo torna em sombras,
E ensombreiam os horizontes
Só eu irei clamar em vão um sol ardente
E sobre a curva espêssa, alem dos montes
Me embriagarei de enfados, tristemente

E enquanto houver chuvas lá fora
Não hei de ouvir cantar o sino da aldeia
A musica que acalentava os meus dias de outrora

E só a amargura, esta miseravel companheira
Se servirá de mim na noite infinda,
Se não houver um anjo no inferno que me queira!



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 11/11/2011
Alterado em 25/11/2011
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