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Quando não te vejo



Quando não te vejo
O dia parece infértil
A grama não tem perfume
As crianças correm sem risos
Brincam os pássaros sem graça
Não tenho vontade de lutar
Por mim, nem por ninguem

Passa a manhã, passam os homens
Como quem segue para os quarteis
A moça triste inda é mais triste
Quando não te vejo

As tardes cansadas não dançam
Para o ritual da noite
Que anoitecem por anoitecer
Ja que não estás aqui

Passa a noite, volta o dia
Tudo é feito de agonia
Em mudas janelas que me espiam
Ausencia, cansaço, melancolia


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 30/10/2011
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