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Alma



Alma, por onde irás andar
Assim que o meu corpo frio
Se despedir de ti na tarde
Confusa tarde da separação?

Levarás alguma coisa cultivada
Dos meus jardins descuidados?
Nos abraçaremos novamente
Para outros carnavais?

Permitirás que um pouco
Da minha matéria te acompanhe
E que se rompa o silencio das coisas
Pelo que fomos?

Impossivel desvencilhar
A minha mágica
Das tuas mãos redondas
Cheias de universos!

Precisamos um do outro
No próximo espetáculo
Aproveita a sobra da matéria
Etérea e profana

Encerremos esta peça lírica
E vamos viajar pelos lugares
Representando bons e maus atores
Nos teatros desconhecidos da eternidade


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 26/08/2011
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