macacos e colibris

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Guerras



Em um campo de batalhas
A vida me espreita
Com um machado nas mãos
Leve e traiçoeira

Traiçoeiramente me sorri
Com seus dentes de pedra
Com seus olhos de lince
Mansamente como águas quer
Carregar meus navios
Violentamente como as ventanias
A desnortear meus sonhos

Vida que me quer sem vida
Vida que morreu na proa
Dos teus olhos, lanternas apagadas

Tudo é guerra, hoje e amanhã
E sempre haverá multidões em fuga

Eu e os meus navios
O mar e os seus rochedos
Não sei quantas guerras preciso vencer
Para ser feliz


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 14/06/2011
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