macacos e colibris

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Definitiva



Voce foi aquela que chegou, definitiva
Sem flores nas mãos, sem muito quê
Sem fatasias no falar, sem nada pedir
Sentiu que era hora de tomar posse de mim
E foi armando o seu acampamento

Notou as minhas pernas trêmulas
A desordem do meu coração
Um vazio a ser preenchido
Minha dilaceração

Chegou testando meus músculos
Medindo o sangue em minhas veias
Me dobrando e me amassando
Em suas teias

Entrou nos meus olhos vazios
Me fez libertar mágoas em profusão
Buscou as raizes dos meus beijos
Arrumou o que era confusão

Disse que o amor exige cumplicidade
Disse que a felicidade é de quem quer
E que todo homem tem a necessidade
De pertencer a uma mulher


Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 11/02/2011
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