macacos e colibris

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É tempo de navegar o vento
O vento amigo do vento
O vento que te trouxe
E levará tuas sementes

Em que porto irei deixar
As minhas caravelas
Os meus bastões
Os meus grilhões
Os meus perdões?

Ninguem responderá por ti
Nem mesmo o mar
Nem mesmo o mar
Nem mesmo a ânsia de sonhar

Agora é calma
Que a vida acalma
É doce o silencio
De partir

A alma desenhou um círculo no infinito
E na imensidão de sí mesma
Foi mirar-se no espelho da eternidade.



Jose Balbino de Oliveira
Enviado por Jose Balbino de Oliveira em 09/09/2010
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